A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) foi impedida de entrar em duas minas da Vale S.A. na sexta-feira (13). A visita ocorreria na Mina de Viga, em Congonhas, e na Mina de Fábrica, em Ouro Preto. O objetivo era verificar as condições de segurança das estruturas minerárias após extravasamentos de rejeitos registrados em (25/01). Uma nova visita foi proposta para esta sexta-feira (20).
A empresa alegou que a área ainda precisa de adequações antes de receber a equipe da Assembleia. Segundo a Vale, seria necessário preparar um grupo técnico para acompanhar os parlamentares e garantir segurança durante a inspeção.
A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), que solicitou a visita, criticou a decisão. Ela afirmou que a empresa foi informada sobre a agenda desde segunda-feira (09) e tentou barrar o acesso desde quarta-feira. “Após dois grandes crimes envolvendo a mineração em Minas Gerais, um deles protagonizado pela Vale, a empresa deveria ter mais atenção com o tema”, disse.
O gerente de Relações Governamentais e Institucionais da Vale em Minas Gerais, Carlos Henrique Brazil, informou que a companhia protocolou documento na Assembleia propondo o adiamento da visita para a próxima sexta-feira, (20). Segundo ele, é necessário garantir equipe técnica e a presença da liderança da empresa para acompanhar os parlamentares e responder aos questionamentos.
A deputada afirmou que a visita foi planejada em conjunto com técnicos da Defesa Civil, para que a Vale apresentasse as estruturas e esclarecesse dúvidas ao mesmo tempo.
A vereadora de Conselheiro Lafaiete, Damires Rinarlly (PV), também acompanharia a inspeção. Ela relatou preocupação com a saúde e a segurança dos trabalhadores e moradores da região. Segundo a parlamentar, muitos funcionários da Mina de Viga residem em Lafaiete por medo de novos rompimentos e por causa da poluição do ar e dos rios.
