Nesta quarta-feira (04), um grupo de Monitores de Educação Inclusiva (MEI) e pais reuniu-se na Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete com alguns vereadores. A iniciativa do vereador Erivelton Jayme também contou com a presença do interlocutor da administração municipal, João Paulo Passos (Secretário de Planejamento).
Os participantes apresentaram queixas sobre o processo de contratação pela prefeitura, gerando dúvidas entre os profissionais sobre o início das atividades e atrasando a iniciação do ano letivo com o suporte necessário para alunos. A ausência desses profissionais nas escolas preocupa famílias de estudantes com deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e altas habilidades.
A prefeitura informou que o edital e a resolução já estavam prontos, mas houve um problema técnico no site oficial do município que impediu a divulgação, publicada apenas na terça-feira (03), véspera do começo das aulas.
Os monitores também questionaram a redução no número de profissionais, citando que a contratação anunciada seria de pouco menos de 400, enquanto a necessidade estimada é de cerca de 900 para atender todas as crianças cadastradas. Mesmo com a previsão legal de que cada monitor possa acompanhar até três alunos, na prática a demanda nem sempre permite que um único profissional atenda três crianças de forma adequada, respeitando as necessidades e particularidades individuais.
O tema ganhou destaque também na primeira sessão do ano da Câmara Municipal, realizada na terça-feira (03), com vereadores criticando o atraso nas contratações dos MEIs.
Na reunião de ontem, o vereador Erivelton Jayme cobrou maior agilidade no processo de contratação, destacando que o município já possui dados sobre as crianças que necessitam de acompanhamento especializado. A ideia é antever a composição do quadro de profissionais, mantendo novas admissões apenas para casos de aumento de demanda ao longo do ano letivo.
