O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o vice-governador Mateus Simões cumprem agenda oficial em Conselheiro Lafaiete nesta quinta-feira (05), com destaque para a vistoria das obras do Hospital Regional. A visita ocorre em um momento estratégico já que estamos em ano eleitoral. O governador está em processo de descompatibilização do cargo para possível disputa à Presidência da República e Simões tem articulado apoios regionais de olho no futuro político do estado.
O Governo de Minas anunciou investimento de R$ 33 milhões para a conclusão da unidade hospitalar. O contrato prevê a revisão dos projetos básicos e executivos de engenharia, além da execução de serviços complementares necessários para a entrada em operação do hospital. O prazo máximo para conclusão é de até 18 meses, segundo o cronograma mais recente divulgado pelo Estado.
Encontros
Além da vistoria técnica à obra do hospital, a agenda tem forte conteúdo político. Os visitantes participarão de um almoço com prefeitos e lideranças regionais, em Conselheiro Lafaiete. O encontro deve servir para discutir demandas municipais e consolidar alianças, em um cenário de sucessão que começa a se desenhar nos bastidores.
À tarde, no ato oficial no Hospital Regional, previsto para em torno de 14h30, a expectativa é que o governador reforce o discurso de retomada de obras paradas e eficiência administrativa – marcas frequentemente exploradas em seus pronunciamentos.
Nos últimos dias, o governador adotou tom de despedida em eventos institucionais, como na abertura do ano legislativo da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Pré-candidato, ele tem intensificado agendas no interior e ampliado a exposição de obras estratégicas, enquanto defende pautas como privatizações e o ajuste fiscal do Estado. O governo tenta viabilizar a privatização das estatais como forma de reduzir a dívida de Minas Gerais com a União, atualmente estimada em mais de R$ 173,8 bilhões.
Em Lafaiete, a visita ao Hospital Regional vai além da saúde. É também um movimento calculado no tabuleiro político mineiro, onde obras, discursos e alianças ganham peso redobrado em ano de eleição.
