A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) inicia, nesta terça-feira (27), em Belo Horizonte, uma série de reuniões com prefeitos mineiros para aprofundar o diálogo sobre investimentos e a universalização dos serviços de água e esgoto no Estado. Os encontros fazem parte da estratégia da empresa para alinhar contratos, garantir segurança jurídica e discutir os próximos passos do processo de desestatização.
A primeira reunião na sede da Copasa reunirá gestores municipais para tratar das metas previstas no Novo Marco Legal do Saneamento, que estabelece a universalização do acesso à água potável e ao tratamento de esgoto até 2033. A meta da Companhia é dialogar, até o fim de fevereiro, com representantes dos 636 municípios atendidos em Minas Gerais.
Segundo a presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, o avanço do saneamento depende de uma relação sólida entre a empresa e os municípios, que são os titulares dos serviços. “A universalização só acontece com parceria, transparência e planejamento conjunto. Nosso compromisso é garantir que a evolução da Companhia resulte em serviços de excelência para a população mineira”, afirmou.
Durante as reuniões, a Copasa apresentará como o atual ambiente regulatório e o processo de desestatização podem acelerar obras e ampliar melhorias operacionais. Para as prefeituras, o foco está na construção de contratos mais robustos, com metas claras de investimento, prazos definidos e maior previsibilidade técnica.
A pauta vai além da infraestrutura. A Companhia também discute os impactos sociais e ambientais do saneamento, com destaque para a manutenção de programas considerados essenciais. Entre eles estão a tarifa social para famílias de baixa renda, os repasses para políticas públicas municipais, a proteção de mananciais e as ações de educação ambiental.
Com a agenda de encontros, a Copasa busca reduzir incertezas, alinhar expectativas e fortalecer a relação institucional com os municípios. A intenção é garantir que o processo de transição e o aprimoramento dos contratos resultem em mais desenvolvimento regional, ganhos ambientais e avanços concretos na saúde pública em todas as regiões de Minas Gerais.
