Moradores de vários bairros de Conselheiro Lafaiete vivem dias de incerteza com a falta de água em pleno período de altas temperaturas. Relatos de até cinco dias sem abastecimento chegam do Almeidas, Vila Madalena, Cachoeira, Jardim Europa e Bela Vista. A rotina mudou. Banhos controlados. Reservatórios improvisados. Medo de abrir a torneira e nada sair.
A Copasa informa que o consumo disparou com a onda de calor. A empresa afirma que não há registro de vazamentos nos bairros atingidos. Segundo o gerente regional de Lafaiete, em exercício, Lianderson Vieira, as áreas mais altas são as últimas a receber água. O fornecimento começa pelas partes baixas da rede e avança de forma gradual. Quando o sistema esvazia, a recuperação é lenta. Exige manobras técnicas e tempo. O sistema conta com mais de 60 mil ligações.
Para reduzir o impacto, a companhia realizou ajustes emergenciais. Parte da água destinada aos setores mais baixos foi compartilhada temporariamente com regiões altas. As manobras feitas ontem (29) começaram a ser revertidas na manhã desta terça-feira. No Jardim Europa, caminhão pipa reforçou o reservatório local.
Nesta terça-feira (30) já há relatos pela manhã de falta de água nos bairros Resende, Morro da Mina, Sagrado Coração de Jesus, Santa Cruz e São Judas Tadeu, entre outros.
O reservatório municipal operava ontem com cerca de 30% da capacidade. Hoje houve ganho de aproximadamente 10%. A empresa pede economia, evitando lavar carros ou calçadas. Cada litro faz diferença neste momento.
A situação revela um problema maior. A cidade cresce. As temperaturas sobem. O consumo aumenta mais rápido que a infraestrutura. A Copasa afirma que está em andamento uma obra de nova captação. O investimento anunciado é de 4,3 milhões de reais. A promessa é ampliar a oferta em 50 litros por segundo e tornar o sistema mais resistente em períodos críticos. Enquanto isso, a população enfrenta a realidade. Muitos moradores afirmam que só descobrem o desabastecimento quando a água some, numa falta de comunicação da empresa.
