A redução no valor pago aos médicos plantonistas da UPA de Conselheiro Lafaiete entrou oficialmente na pauta da Câmara Municipal e acendeu um sinal de alerta sobre possíveis impactos no atendimento à população. Dois requerimentos, assinados por todos os vereadores, deram entrada no Legislativo questionando a decisão que diminuiu o valor bruto dos plantões a partir de 15 de dezembro.
Segundo relatos apresentados durante a sessão, os médicos que atuam na unidade passaram a receber R$ 1.557,00 líquidos por plantão, valor inferior ao praticado até a data. A mudança provocou insatisfação entre os profissionais e resultou no início de uma chamada “operação tartaruga”, com reflexos diretos no tempo de espera dos pacientes. Casos classificados como ficha verde já chegam a registrar até cinco horas de demora para atendimento, segundo relato do vereador João Paulo.
Durante os debates, vereadores destacaram preocupação com o comprometimento dos serviços prestados, especialmente em um período de maior demanda no sistema público de saúde. Parlamentares relataram que estiveram na UPA, buscaram informações junto à direção da unidade e também se reuniram com a Procuradoria do Município, diante da falta de esclarecimentos iniciais.
De acordo com as informações apresentadas, o plantão médico é pago ao consórcio ICISMEP no valor de R$ 2.200,00, com repasse líquido ao profissional em torno de R$ 1.978,44. Após os descontos legais de Imposto de Renda e INSS, o valor recebido pode chegar aos R$ 1.557,00.
Vereadores argumentam que a redução abrupta e a forma de comunicação geraram insegurança e prejudicaram o fluxo de atendimentos. A expectativa agora é que novas reuniões sejam realizadas com participação do Legislativo, do Executivo e dos representantes dos médicos, para reavaliar o modelo de contratação e evitar prejuízos à população que depende da UPA.
N.R: Matéria revisada
