O Parque Natural da Romaria Hélvio Vitarelli, em Congonhas já está aberto à visitação e passa a integrar de forma ativa o cotidiano de moradores e visitantes em Congonhas. Inserido no complexo cultural da Romaria, o espaço amplia as opções de lazer, preservação ambiental, cultura e turismo sustentável no principal conjunto histórico da cidade.
O funcionamento ocorre de terça-feira a domingo, das 8h às 17h. Às segundas-feiras, o parque permanece fechado para limpeza e manutenção. O acesso é realizado exclusivamente pela portaria localizada atrás da Romaria e do Teatro Municipal Dom Silvério Gomes Pimenta, pela rua Alípio Barbosa.
Com áreas destinadas a caminhadas, trilhas e piqueniques, o parque oferece contato direto com a natureza em ambiente seguro e organizado. Não é permitida a entrada de bebidas alcoólicas e a vigilância é permanente, garantindo a proteção das pessoas e do patrimônio ambiental.
O projeto foi desenvolvido pelo arquiteto e urbanista Douglas Montes Barbosa, servidor da Secretaria Municipal de Planejamento. A proposta valoriza a paisagem natural e o patrimônio histórico, com soluções arquitetônicas integradas à mata nativa. O parque deve se conectar, em breve, à Alameda das Palmeiras, ao Centro Cultural da Romaria, ao Museu de Congonhas e ao teatro municipal, formando um corredor urbano de convivência e cultura.
Viabilizado por meio de parceria entre o Iphan e a Prefeitura, o equipamento é resultado de ações do PAC Cidades Históricas e foi entregue dentro dos investimentos do Novo PAC do Governo Federal. Entre os atrativos estão o orquidário em processo de ampliação para epifitário, jardim de polinização, anfiteatro, cobertura multiuso, relógio de sol, decks e trilhas ecológicas. Os espaços atendem diferentes públicos e fortalecem a vocação turística do entorno do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.
Logo na entrada, a obra Guardiã do Vale chama a atenção. Com 3,5 metros de altura, a escultura simboliza a relação entre natureza, memória e trabalho. Produzida em ligas metálicas e bambu, sobre base de hematita, a peça faz referência à história e à identidade de Congonhas. A obra foi financiada pelo Grupo Jota Mendes e pela Gerdau.
Para o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, João Lobo, o parque também cumpre papel educativo. A proposta do epifitário amplia a preservação de bromélias, orquídeas, cactos e aráceas, reforçando a tradição local ligada às orquídeas e o envolvimento da comunidade com a conservação ambiental.
