A insegurança e o avanço de práticas ilícitas na Praça JK, em Congonhas voltaram ao centro das discussões na Câmara Municipal. Vereadores cobraram respostas urgentes do Executivo diante do aumento de ocorrências, do uso de drogas e da presença constante de dependentes químicos na área central.
O vereador Robertinho (PSD) apresentou requerimento solicitando informações sobre as ações em andamento e pediu reforço das rondas da Polícia Militar, presença contínua da Guarda Municipal, melhoria da iluminação e maior uso das câmeras de videomonitoramento. Ele destacou que o cenário se agravou e já envolve adolescentes. “Comerciantes estão com medo de trabalhar. A Prefeitura precisa agir com firmeza”, afirmou.
A vereadora Patrícia Monteiro (PSB) lembrou que havia alertado sobre a situação e sugeriu a criação de um playground para estimular o uso familiar do local. Dr. Gilmar (PV) relatou prejuízos diretos. “Tirei meu consultório dali por causa da baderna”, disse. Igor Costa (PL) apontou que o aumento de moradores de rua reflete falta de atividades e de fiscalização nas praças. “Quando há muita droga e pessoas dormindo debaixo de marquises é sinal de espaço público mau cuidado”.
Eduardo Matosinhos (PMN) defendeu que o Executivo busque modelos eficazes de abordagem social adotados em outros municípios. Segundo ele, muitos moradores de rua precisam apenas de apoio para retornar às cidades de origem. Já Rodrigo Mendes (Podemos) lembrou que diversas indicações foram apresentadas desde o início do ano, sem retorno. “Se 20 por cento das indicações fossem atendidas, a cidade estaria melhor”, disse.
A vereadora Kate Bárbara (Solidariedade) alertou que servidores não conseguem mais manter o espaço organizado diante da dimensão do problema e demonstrou preocupação com o envolvimento de menores. Eduardo Ladislau (PRD) reforçou que a insegurança atinge todos os bairros. Ele defendeu a instalação de uma base fixa da Guarda na Praça JK e a ampliação do patrulhamento.
O presidente da Câmara, Averaldo Pereira (PL), avaliou que o problema se intensificou nos últimos anos e classificou o cenário noturno como “calamidade”. Ele cobrou mais presença das forças de segurança e ações integradas. As cobranças refletem um sentimento crescente entre moradores e comerciantes, que apontam perda de vitalidade do espaço público.
