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Ação Pública requer suspensão de show de Joelma por R$ 550 mil

O evento está revisto para 27 de dezembro, em Santa Bárbara do Tugúrio

10 de dezembro de 2025
in Gerais
Ação Pública requer suspensão de show de Joelma por R$ 550 mil

Foto: Reprodução

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O Ministério Público de Minas Gerais ingressou com Ação Civil Pública para suspender a contratação do show da cantora Joelma, previsto para 27 de dezembro, em Santa Bárbara do Tugúrio. O cachê anunciado chega a R$ 550 mil, valor que, segundo a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, não condiz com a realidade financeira do município. A ação pede liminar para impedir o pagamento do contrato e que a produtora J Music Editora e Produções Artísticas não realize a apresentação, além da devolução de valores já repassados, caso existam.

A Promotoria sustenta que o gasto é desproporcional diante das despesas municipais. Na comparação com 2023, quando toda a comemoração de aniversário custou menos de R$ 80 mil, o salto de investimento chamou atenção. O órgão reforça ainda que, em 2022, o orçamento anual do município pouco ultrapassou R$ 20 milhões. Naquele ano, áreas essenciais receberam valores muito inferiores ao cachê atual. A agricultura teve R$ 588.500, o saneamento R$ 160 mil e a habitação R$ 3.500.

Para o promotor Vinícius de Souza Chaves, os números revelam falhas na definição de prioridades. Ele destaca que setores essenciais seguem com recursos limitados, enquanto a prefeitura volta a comprometer cifras elevadas em atrações festivas. O MPMG também questiona o possível superfaturamento. Levantamento mostra que o valor médio do show de Joelma em outros municípios gira em torno de R$ 445 mil. A diferença de R$ 105 mil seria injustificada.

A investigação ocorre em meio a outros processos envolvendo a artista na cidade. O município e a mesma empresa já respondem por suposto superfaturamento na contratação de um show realizado em 2022. Em 2024, uma nova tentativa de contratação, pelo valor de R$ 500 mil, foi barrada pela Justiça a pedido do MPMG. A Promotoria pontua ainda que o orçamento de 2025 projeta cortes significativos em áreas como educação e saúde, o que reforça a necessidade de maior cuidado no uso dos recursos públicos. O caso agora será analisado pelo Judiciário.

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