A Polícia Civil de Minas Gerais participou da operação Aurora, realizada em parceria com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul e com a Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp. A ação integra o Programa Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas do Ministério da Justiça e mira um esquema interestadual que movimentava medicamentos controlados usados ilegalmente para provocar aborto.
O trabalho começou cedo. Equipes seguiram pelas ruas de Santos Dumont para cumprir um mandado de busca e apreensão. Aparelhos celulares foram recolhidos. Uma pessoa foi levada à delegacia para prestar esclarecimentos e liberada após ouvir os investigadores.
De acordo com as apurações, o grupo criminoso mantinha uma estrutura sólida. Além de vender os medicamentos proibidos, oferecia orientações detalhadas de uso às mulheres que buscavam o procedimento, reforçando a gravidade do esquema. Conversas, repasses e negociações ocorriam de forma silenciosa, espalhando riscos à saúde e ampliando a atuação da quadrilha em vários estados.
A operação ganhou força com o cruzamento de dados e com o apoio do Projeto Impulse, que trabalha para desarticular redes criminosas organizadas. O objetivo é interromper o ciclo de comércio ilegal que ameaça vidas e favorece o mercado clandestino.
Em nota, a PCMG destacou a importância da integração entre forças de segurança. Segundo a instituição, ações conjuntas aumentam a eficiência no combate ao crime e fortalecem a proteção à população. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a rota dos medicamentos em outras cidades mineiras.
