Um relato marcado por medo, revolta e urgência mobiliza moradores de Conselheiro Lafaiete. A Denise foi brutalmente agredida no último domingo, 07 pelo companheiro dentro de casa, na frente de duas crianças de 3 e 9 anos. O caso, divulgado nas redes sociais pela irmã Karina Alvim, reacende o alerta sobre a violência doméstica que ainda silencia muitas famílias.
Segundo Karina, a irmã havia acabado de retornar de um culto quando o agressor, tomado provavelmente por ciúmes e alcoolizado, iniciou as agressões. Ele a impedia de usar redes sociais e de manter contato com parentes. A vítima, de estatura mediana, foi atacada por um homem de porte físico muito maior. As marcas deixadas no corpo revelam a intensidade da violência.
A fuga foi a única chance de sobrevivência. Desesperada, a mulher conseguiu escapar e pedir ajuda. De acordo com a família, se ela tivesse permanecido no local, provavelmente não estaria viva. O agressor trancou a residência e desapareceu. A vítima não consegue retornar ao imóvel e teme pela própria vida.
A presença das crianças torna a cena ainda mais dolorosa. Elas assistiram à agressão sem compreender a gravidade do que acontecia, mas sentiram o medo que tomou o ambiente. Para a família, a imagem permanece como uma ferida aberta.
Karina relata incredulidade e tristeza. A violência, que tantas vezes parece distante, bateu à porta da própria casa. No desabafo publicado, ela pediu apoio da comunidade e das autoridades de Lafaiete para localizar o suspeito. Ela também reforçou que muitos relacionamentos abusivos são mantidos por medo, dependência emocional ou financeira, o que dificulta o rompimento.
A família espera que a divulgação ajude na busca pelo agressor e que o caso sirva de alerta. A dor transformou se em pedido de justiça. E o pedido, em mobilização.
