O diretor-presidente da PREVCON, Antônio Odaque, foi convocado pelo vereador Igor Souza Costa para detalhar as condições da previdência municipal, tema que inquieta servidores efetivos e desperta debates. Ele compareceu ao plenário da Câmara de Congonhas durante a 42ª Reunião Ordinária.
Odaque abriu sua fala com números robustos. A PREVCON acumula patrimônio líquido de R$ 593 milhões, construído ao longo de 17 anos. Hoje, o instituto paga 693 benefícios próprios e acompanha outros 140 aposentados e pensionistas que recebem diretamente pelo município. Com receitas mensais acima de R$ 10 milhões e despesas de cerca de R$ 5,37 milhões, o dirigente afirmou que as contas são sólidas e livres de dívidas. Os cálculos apontam capacidade de manter os pagamentos até 2050, prazo que pode se alongar conforme novas contribuições entrarem no sistema.
O plenário, porém, queria respostas mais profundas. Parte da plateia acompanhava atenta, enquanto vereadores buscavam entender o impacto da aplicação de R$ 14 milhões no Banco Master, em liquidação extrajudicial. O vereador Mércio questionou a recuperação do valor e ouviu que a PREVCON aguarda definição do Banco Central, com suporte jurídico e acompanhamento técnico. O investimento corresponde a cerca de 2,7% do patrimônio total.
O vereador Eduardo Matosinhos quis saber se a decisão foi isolada. Odaque explicou que as aplicações passam por comitê de investimentos e conselhos previdenciários. Já a vereadora Simônia Magalhães demonstrou preocupação com a falta de perspectiva de ressarcimento. O Diretor relatou que houve tentativa de venda dos títulos em outubro, mas sem sucesso.
A vereadora Kate Bárbara cobrou transparência e reforçou relatos sobre demora na fila de perícias. Odaque informou que um novo serviço já foi contratado para acelerar o atendimento. A vereadora Patrícia Monteiro lembrou que os servidores aguardam respostas desde maio de 2024, quando a aplicação foi realizada. Já o vereador Averaldo Pereira pediu cautela no debate, destacando que decisões são colegiadas.
Ao final, Igor Costa avaliou que a apresentação trouxe alívio. Ele defendeu que a Prefeitura melhore a comunicação com os servidores para evitar ruídos e ampliar a confiança no sistema previdenciário.
