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Ministério Público cobra R$ 2 milhões desviados em Capela Nova

5 de dezembro de 2025
in Destaque, Gerais
Ministério Público cobra R$ 2 milhões desviados em Capela Nova

Foto: Reprodução

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O Ministério Público de Minas Gerais ajuizou uma Ação Civil Pública para reaver cerca de R$ 2 milhões desviados dos cofres municipais de Capela Nova entre 2021 e 2024. O pedido inclui o bloqueio imediato de bens dos envolvidos, numa tentativa de impedir que o dinheiro público desapareça.

A ação foi protocolada após a conclusão de um inquérito civil sustentado por documentos oficiais. Entraram no processo o relatório de uma CPI e o resultado de uma Tomada de Contas Especial aberta pela própria prefeitura. Os papéis revelam um cenário de descontrole interno, onde o então tesoureiro, com acesso indevido às senhas bancárias do município, teria transferido recursos públicos para contas pessoais e de familiares. Foram quase quatro anos de movimentações suspeitas, feitas a partir do silêncio dos sistemas e do descuido de quem deveria fiscalizar.

Segundo o Ministério Público, o valor atualizado dos desvios chega a R$ 1,97 milhão. O montante envolve verbas comuns e recursos destinados a programas específicos, incluindo dinheiro reservado para a construção de uma Unidade Básica de Saúde. O prejuízo atinge não só o caixa municipal, mas a rotina dos moradores que aguardavam serviços que nunca chegaram.

Além do ex-tesoureiro, a ação mira o ex-prefeito, apontado por ter permitido a ocupação irregular do cargo e o uso de suas chaves bancárias, e o contador da época, acusado de negligência. As irregularidades se estenderam por anos sem qualquer alerta técnico, o que agora pesa contra ele.

Para o Ministério Público, há risco concreto de frustração do processo, já que um dos investigados tentou vender patrimônio recentemente. Por isso, o pedido de arresto abrange todos os acusados. A intenção é garantir que os valores retornem aos cofres públicos, devolvendo à cidade o que foi retirado. O caso segue para análise da Justiça da Comarca de Carandaí, que decidirá os próximos passos e a extensão das medidas cautelares.

Fonte: MPMG

UniFASar

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