Moradores dos bairros Bom Pastor e Parque Ferroviário vivem dias de interrupção prolongada no fornecimento de água. Desde o fim de semana, torneiras secas viraram rotina. Famílias relatam caixas d’água vazias, alimentos sem lavar, crianças doentes e idosos em situação de vulnerabilidade. O clima é de exaustão.
A reportagem do Fato Real recebeu inúmeros apelos. “Estamos passando aperto. Desde sábado (29/11) não cai uma gota. Ninguém fala nada. Estamos pedindo pelo amor de Deus que nos ajude”, desabafou uma moradora do Bom Pastor.
No Parque Ferroviário, a situação se repete. A comunidade relata que a COPASA havia informado que o problema começou com a queima de uma bomba. Segundo os moradores, a empresa teria garantido que o serviço seria restabelecido no domingo. No entanto, a água não voltou. Com o calor intenso registrado nos últimos dias, o cenário piorou. Já são cinco dias sem o abastecimento.
Procurada, a gerência da COPASA informou ao Fato Real que a interrupção prolongada ocorreu após falha no sistema e que, somada às altas temperaturas, as regiões mais elevadas da cidade foram as mais afetadas. A chuva forte de sábado à noite provocou a paralisação das duas unidades de produção, impedindo a recomposição dos reservatórios. De acordo com o gerente Alexandre Roberto, somente no início da noite de ontem o sistema conseguiu voltar a pressurizar toda a rede. Uma equipe técnica, segundo o gerente, acompanharia durante a madrugada os pontos críticos para monitorar a normalização do abastecimento.
A população, contudo, cobra previsibilidade. Na manhã dessa quarta-feira, 03, muitos ainda relatavam ausência de água ou retorno intermitente. O cenário expõe um problema antigo na cidade: a fragilidade do abastecimento em períodos de calor intenso e instabilidade climática. Enquanto aguardam a regularização, famílias vivem a angústia de não saber quando o problema será, de fato, resolvido.
