O Hospital Bom Jesus e a Prefeitura de Congonhas intensificaram, nos últimos meses, uma força-tarefa para reduzir de forma acelerada a fila de cirurgias ginecológicas, considerada a mais extensa e sensível da rede municipal. As pacientes aguardavam, em média, um ano para realizar procedimentos, cenário que tem sido revertido com a reorganização da gestão hospitalar e a intervenção direta do município.
Com a chegada da gestão transitória do HBJ, no fim de agosto, foi traçado um plano emergencial para novembro. De acordo com o diretor técnico, Glauco Pontes, o novo ritmo possibilitou a realização de 60 cirurgias ginecológicas a mais que em outubro, diminuindo a fila em quase cinco meses. A capacidade semanal também dobrou, o que reforça a meta de eliminar totalmente a espera nos próximos meses.
A mobilização das equipes médica, de enfermagem e administrativas deve se estender a outras especialidades, com o objetivo de identificar demandas reprimidas e ampliar a oferta de cirurgias eletivas. A expectativa é que a população perceba, de forma concreta, a melhoria do atendimento e a humanização dos serviços prestados.
O prefeito Anderson Cabido reforça que a prioridade é garantir que o cidadão congonhense não enfrente longas esperas. “Estamos trabalhando para que ninguém precise aguardar meses por uma cirurgia pelo SUS. Os resultados já começaram a aparecer e queremos zerar essas filas no início do próximo ano”, afirmou.
