Após a aprovação em primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue o referendo popular para a venda da Copasa, a oposição reforça a estratégia de obstrução na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e tenta ampliar o debate com apoio da sociedade civil, sindicatos e lideranças municipais. A votação definitiva da proposta deve ocorrer nos próximos dias.
As ações de resistência se intensificaram após a votação da madrugada de sexta-feira (24/10), que representou uma das principais vitórias do governo mineiro.
Nesta terça-feira (28/10), a Comissão Especial volta a analisar o texto, etapa obrigatória antes da votação em segundo turno. O Regimento Interno prevê seis reuniões plenárias para discussão da matéria, e o grupo contrário à proposta pretende estender ao máximo esse processo.
O Executivo precisa de 48 votos favoráveis para aprovar a PEC. No primeiro turno foram 52 votos favoráveis.
A mobilização também ocorre entre os trabalhadores da Copasa, que participaram em grande número das últimas audiências na Assembleia. Cerca de seis mil empregados acompanharam os debates da semana passada, e uma nova assembleia da categoria está prevista para esta terça-feira (28/10). A possibilidade de greve não está descartada.
