A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) foi palco, nesta quarta-feira (22/10), de uma grande mobilização do funcionalismo estadual. Diversos funcionários da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), em Conselheiro Lafaiete, assim como vereadores da cidade, lideranças sindicais e comunitárias participaram da reunião em Belo Horizonte, se juntando aos demais trabalhadores de todo o Estado que lotaram o auditório durante audiência da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social.

O ato teve como foco a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/23, de autoria do Governo, que retira a obrigatoriedade de realização de referendo popular para autorizar a privatização ou federalização da estatal.
Pressão popular
Gritos e faixas em defesa da Copasa marcaram o encontro. A audiência foi convocada a pedido dos 20 parlamentares que integram o bloco de oposição Democracia e Luta.


O presidente da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT-MG), Jairo Nogueira, classificou o dia como “histórico para o movimento sindical”. Ele destacou dados de uma pesquisa da Rádio Itatiaia, segundo a qual 66% da população mineira é contrária à retirada do referendo popular.
Possível adiamento da votação
Durante a mobilização, o líder da oposição na ALMG, deputado Ulysses Gomes (PT), apresentou uma questão de ordem pedindo a anulação da reunião plenária que discutiu a PEC 24/23. Caso o pedido seja aceito, o prazo de tramitação da proposta será reiniciado, o que pode adiar a votação prevista para esta quinta-feira (23/10).
O presidente da ALMG, deputado Tadeu Leite (MDB), vai analisar o pedido, sem prazo definido para resposta. O regimento da Casa determina a realização de seis reuniões de discussão antes da votação de uma proposta. Até o momento, cinco já foram realizadas. A próxima está marcada para as 10h desta quinta, e a base governista pretendia iniciar a votação em primeiro turno na sessão das 14h.
Fonte: ALMG
