A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alerta sobre falsos anúncios circulando na internet e redes sociais. Os golpistas utilizam indevidamente o nome da agência e logomarcas do Governo Federal para enganar consumidores com promessas de medicamentos como a caneta emagrecedora Mounjaro a preços baixos ou até gratuitos.
A fraude vem se espalhando principalmente por meio de postagens patrocinadas e compartilhamentos em grupos de redes sociais. O golpe oferece o medicamento Mounjaro, utilizado no tratamento da diabetes tipo 2 e também buscado por pessoas que desejam emagrecer, sob a alegação de que estaria disponível com descontos significativos ou de graça mediante um simples cadastro.
Para dar aparência de legitimidade, os criminosos criaram um site falso com o endereço <gov.anvisa.gov>, que simula visualmente o portal oficial da Anvisa. O domínio, no entanto, não existe e não é reconhecido por nenhum órgão do governo federal. O site legítimo da agência é <gov.br/anvisa>.
Como se proteger
Entre os argumentos usados pelos golpistas, está a suposta existência de uma parceria entre o Governo Federal e laboratórios privados para distribuir a caneta Mounjaro a preços acessíveis como forma de combater o aumento da obesidade no Brasil. Em outra versão do golpe, os estelionatários prometem um “tratamento moderno pelo SUS”, exigindo apenas que o usuário preencha um formulário com dados pessoais.
A Anvisa esclarece que não comercializa medicamentos nem intermedeia qualquer tipo de venda. Qualquer informação nesse sentido é falsa. A agência reforça que atua apenas na regulação e fiscalização dos produtos de saúde e que não realiza cadastros ou sorteios de tratamentos médicos.
O Procon de Minas Gerais orienta a população a adquirir medicamentos exclusivamente em farmácias e drogarias devidamente autorizadas pela vigilância sanitária. A compra de produtos falsificados ou sem procedência não apenas configura crime como representa sérios riscos à saúde.
A recomendação é clara: ao se deparar com anúncios suspeitos, não clicar em links, não fornecer dados pessoais e denunciar a publicação diretamente à plataforma digital onde o conteúdo foi visualizado.
Fonte; Agência Brasil
