O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto do Estado de Minas Gerais (Sindágua-MG) ampliou sua mobilização contra a proposta de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A articulação ocorre em diversas frentes e tem como objetivo impedir a aprovação da PEC 24/2023, que retira do povo o direito de decidir, por meio de referendo, sobre a venda da empresa.
De acordo com Newton César, diretor de base da Copasa e representante do Sindágua em Conselheiro Lafaiete, o movimento tem buscado o apoio de vereadores, prefeitos e deputados estaduais em todo o estado. “Estamos pedindo aos vereadores que cobrem de seus deputados de base para que votem contra a retirada do referendo. O povo tem o direito de escolher se quer ou não a privatização”, afirmou.
Entre as principais preocupações apresentadas pelo Sindágua estão a perda da qualidade dos serviços de abastecimento, o aumento das tarifas e o fim de benefícios sociais, como o subsídio a entidades filantrópicas e o desconto concedido a famílias de baixa renda. “Temos exemplos do que acontece após privatizações, como em Ouro Preto e no Rio de Janeiro, onde as tarifas subiram e o atendimento piorou. O risco é enorme”, alertou Newton César.
A mobilização inclui também uma greve dos trabalhadores da Copasa entre os dias (21/10) e (23/10), com concentração em Belo Horizonte. O ponto alto será no dia (22/10), quando os servidores e apoiadores devem se reunir em frente ao prédio regional da Copasa, no bairro Barro Preto, e seguir em caminhada até a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde ocorrerá a votação do texto. A expectativa é reunir cerca de cinco mil pessoas no ato.
Os sindicatos da Copasa e da Cemig, Sindágua e Sindieletro, atuam de forma conjunta e promoverão audiências públicas para ampliar o debate com a sociedade. A primeira será realizada na Câmara Municipal de Belo Horizonte nesta sexta-feira (17/10), às 9h30, e a segunda na ALMG, na quarta-feira (22/10), às 11h.
