A Prefeitura de Alto Rio Doce divulgou nesta segunda-feira (22/09) uma nota oficial sobre a aquisição de uma caminhonete Ford Ranger. O esclarecimento ocorre após críticas que classificaram o veículo como item de luxo.
Na semana passada o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ajuizou uma Ação Civil Pública contra o município e o prefeito Victor Paiva, indicando que houve uma compra irregular de um veículo de luxo. A ação também inclui a empresa responsável pela venda do veículo, uma Ford Ranger adquirida pelo valor de R$ 350 mil. O órgão pede ainda a nulidade do contrato administrativo e da licitação, com efeitos retroativos, de modo que o veículo seja devolvido à empresa. Caso a devolução não seja possível, o prefeito poderá ser condenado a ressarcir os cofres públicos.

Segundo a administração municipal, a compra foi realizada de forma legal e transparente, seguindo a Lei 14.133/2021, que regulamenta os processos de licitação no país. Os documentos referentes ao processo estão disponíveis no Portal da Transparência.
A prefeitura destaca que o veículo é patrimônio público e não pertence ao prefeito. A nota reforça que a aquisição tem caráter funcional e foi pensada para atender às demandas da gestão em um município com mais de mil quilômetros de estradas rurais e comunidades distantes.
De acordo com o comunicado, a escolha da caminhonete 4×4 se justifica pela necessidade de potência e tecnologia adequadas às condições locais. O novo modelo atende ainda às exigências para carros fabricados em 2025, com equipamentos de segurança como controle eletrônico de estabilidade, controle de tração, luzes diurnas e airbags.
O município afirma que a renovação da frota busca garantir eficiência nas operações, além de segurança aos servidores que atuam em áreas de difícil acesso. A nota encerra frisando que a caminhonete foi adquirida como ferramenta de trabalho da administração pública e não como benefício pessoal do chefe do Executivo.
Leia mais: MP processa prefeito de Alto Rio Doce por compra de veículo de luxo
