segunda-feira, junho 22, 2026
  • Sobre
  • Política de privacidade
Fato Real
UNIPAC
GERDAU 40 ANOS
GERDAU
SICREDI
SENAC
Hemolab
  • Home
  • Notícias
    • Gerais
    • Lafaiete
    • Regional
    • Polícia
  • Empregos & Concursos
  • Obituário
  • Contato
No Result
View All Result
Fato Real
No Result
View All Result

Precisamos continuar falando sobre a violência contra as mulheres

31 de agosto de 2025
in Gerais
Precisamos continuar falando sobre a violência contra as mulheres
Share on FacebookShare on Twitter

O assunto pode parecer chato e sempre há quem diga que estamos pintando os homens como animalescos. Normalmente os que falam isso são aqueles que ou não entendem o quanto a violência contra a mulher está arraigada em nossa sociedade – ou são aqueles que efetivamente são violentos.

Então, se você se considera um homem que respeita as mulheres e acha que a pintura que fazemos do coletivo masculino é feia demais, convido-lhe a ler esse texto com atenção.

Primeiramente, é importante que você compreenda: quando se fala de violência contra a mulher não se fala de indivíduos – se fala de sociedade. Portanto, pode ser, sim, que não se fale sobre você. Pode ser que você nunca tenha sido violento com uma mulher de sua convivência, seja mãe, companheira, irmã ou sobrinha. Mesmo que seja esse o caso, é importante reconhecer que os homens violentos são alguns de seus amigos e parentes. Por quê?

No Brasil, uma a cada 3 mulheres com mais de 16 anos relata ter sofrido algum tipo de violência em 2020. Esse número dá pouco mais de ¼ de toda a população feminina no Brasil dessa faixa etária, por volta de 17 milhões de mulheres. Portanto, considerando-se a enormidade de vítimas, não é possível que você, homem que se declara não violento, não conheça algum que esteja incluído como o outro lado dessa estatística, ou seja, como quem as agrediu. É impossível.

Por isso é preciso que os homens reconheçam e entendam que a violência contra mulheres é sistêmica, entranhada na nossa sociedade como um câncer. Sim, aqui, onde um ditado bem comum diz: “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. É preciso entender que se mete a colher, sim. Se necessário for, se mete até a polícia e o judiciário.

Nesse contexto, é possível perceber que estamos falhando na educação dos meninos. Com o advento da internet desregulada que temos até o momento, casos tendem a se agravar porque crianças e adolescentes com acesso a conteúdo misógino, “red pill”, sexualizado, sem filtro algum têm uma grande chance de crescerem como agressores e vítimas. Ainda mais quando pais mal informados tentam cercear que tais assuntos sejam abordados de maneira ética e de acordo com a legislação dentro da escola clamando “doutrinação”.

Entendo que eles estejam bem-intencionados, mas estão inseridos em uma lógica perversa que interfere diretamente e para pior na educação de seus filhos e não se dão conta disso.

É preciso também que as mulheres se eduquem e abandonem a ideia falsa de que devem suportar tudo em nome de manter um relacionamento. Não devem. Não precisam. O que precisamos é de profissão, emprego, salário e autonomia emocional para podermos, apenas então, receber em nossas vidas quem vai somar, contribuir para a felicidade e sucesso de ambos. Relacionamento não se constrói com o esforço e suor da mulher – se constrói com esforço e suor de ambos, cada qual dando sua contribuição nas despesas, nos afazeres domésticos e na criação dos filhos.

Salta aos olhos que é preciso usar a educação, tanto familiar quanto formal, como ferramenta para desnaturalizar a violência contra a mulher desde sua face mais “simples” e falsamente inofensiva, como os xingamentos e o desrespeito que a diminui moralmente, até o mais fatal que é a violência física que pode chegar ao feminicídio. É preciso parar de questionar mulheres que apanham e começar a educar os homens que batem, inclusive, levando-os às barras da justiça quando necessário.

É doloroso pensar que a cada 24 horas 13 mulheres sofrem algum tipo de violência no Brasil – e absoluta ignorância achar que isso não é problema de ninguém.

Fontes

GARCIA, Mariana. Veja quais os melhores e os piores para ser mulher nos quesitos inclusão, justiça e segurança. Consultado em: 21/08/2025. Disponível em: https://g1.globo.com/dia-das-mulheres/noticia/2022/03/08/veja-quais-os-melhores-e-os-piores-paises-para-ser-mulher-nos-quesitos-inclusao-justica-e-seguranca.ghtml

LUZ, Solimar. Violência contra a mulher aumentou no Brasil, com 13 vítimas por dia. Consultado em: 21/08/2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/direitos-humanos/audio/2025-03/violencia-contra-mulher-aumentou-no-brasil-com-13-vitimas-por-dia#:~:text=Segundo%20a%20pesquisa%20%E2%80%9CElas%20Vivem,12%25%20em%20rela%C3%A7%C3%A3o%20a%202023.

UniFASar

ERM



Ponto de Partida

Fato Real

Copyright © 2026 Fato Real Desenvolvido por KONSTRUKTAPP.

  • Sobre
  • Política de privacidade

Siga nossas redes

No Result
View All Result
  • Home
  • Destaque
  • Lafaiete
  • Empregos & Concursos
  • Gerais
  • Polícia
  • Obituário
  • Regional

Copyright © 2026 Fato Real Desenvolvido por KONSTRUKTAPP.

Esse website utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.