A greve de trabalhadores do transporte público de Conselheiro Lafaiete chegou ao segundo dia nesta terça-feira (29/07), mantendo parcialmente paralisado o serviço de ônibus na cidade e impactando a rotina de passageiros. A paralisação, iniciada na segunda-feira (28), é acompanhada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Conselheiro Lafaiete (Sinttrocol) e, até o momento, segue sem acordo com a Viação Umuarama, empresa responsável pela operação do serviço.
A Umuarama afirma que busca soluções para manter o transporte funcionando e que o caso se encontra na instância judicial. “Temos que aguardar. O que está prevalecendo é a conscientização de cada colaborador para que retornem ao trabalho. Não podemos deixar a população sem atendimento”, afirmou o gerente da concessionária, Robson Dias. Ele ainda ressaltou que a empresa enfrenta dificuldades financeiras: “A empresa não pode ficar sem receita. Temos uma folha de pagamento pela frente”.
De acordo com o advogado do Sinttrocol, Antônio Braga, cerca de 30% a 35% da frota está em circulação, garantindo o atendimento mínimo previsto em lei. Ele afirma que a greve ocorre de forma pacífica e que o sindicato permanece aberto ao diálogo. Os trabalhadores reivindicam reajuste de 6% nos salários e vale-alimentação de R$ 650,00.
A Umuarama entrou com novo recurso liminar na Justiça pedindo a suspensão da greve, sob o argumento de que a paralisação prejudica a população e compromete o funcionamento de serviços essenciais. A primeira audiência de tentativa de conciliação entre as partes está marcada para esta quarta-feira (30), na Justiça do Trabalho, e poderá definir os rumos do movimento grevista.
No próximo dia 6 de agosto, será realizada uma audiência pública para discutir o novo valor da passagem e possivelmente definir um reajuste na tarifa. O último reajuste ocorreu em 1º de agosto de 2024, quando a tarifa subiu de R$ 4,10 para os atuais R$ 4,25.
Enquanto o impasse permanece, a população enfrenta dificuldades para se locomover. Passageiros relatam longas esperas nos pontos e ônibus superlotados nos horários de pico. Muitos trabalhadores e estudantes têm recorrido a caronas, transporte por aplicativo e até caminhadas para chegar ao destino. O comércio e outros setores também sentem os reflexos da redução no transporte público.
