Em sessão da Câmara Municipal nesta terça-feira (07) estava na ordem do dia, discussão e votação do projeto de lei do Executivo que cria o banco de horas para servidores da prefeitura de Conselheiro Lafaiete. O projeto, que compensa as horas extras com folgas, já havia sido analisado em outras ocasiões na Casa Legislativa, enfrenta resistência do Sindicato dos Servidores Públicos do Município (SINSERLAF).
Durante a sessão, o presidente do sindicato, Valdney Alves, utilizou a tribuna para expressar a posição da categoria, destacando a preocupação com os baixos salários dos servidores. Alves argumentou que o pagamento de horas extras é um complemento essencial para a renda dos trabalhadores e pediu aos vereadores que rejeitassem a proposta.
Entretanto, antes do início da discussão, o vereador João Paulo Resende solicitou vistas ao projeto, o que resultou na suspensão da votação até a próxima sessão, marcada para esta quinta-feira (09). O vereador informou que recebeu uma mensagem do Executivo convidando o sindicato para uma reunião no dia de hoje.
Valdney Alves reiterou que a prioridade deve ser a discussão de um Plano de Carreira para os servidores, em vez da implementação do banco de horas. Ele enfatizou que a situação salarial dos servidores é crítica e que a proposta atual não atende às necessidades da categoria. E que não há possibilidade de mudar o posicionamento contrário ao projeto na reunião com o prefeito Leandro Chagas. “Só vai mudar o lugar do não”, afirmou.
Apesar do pedido de vistas, alguns vereadores já manifestaram sua intenção de votar contra o projeto, indicando que a discussão sobre os direitos dos servidores e suas condições de trabalho continuará a ser um tema central nas próximas sessões da Câmara.
