A 43ª edição do Festival de Congado de Conselheiro Lafaiete, realizada neste domingo (04), foi marcada por emoções diferenciadas e motivos para celebração. A tradição, que se manteve firme, teve sua primeira edição sem a presença e organização de Geraldo Lafayette, ex-secretário municipal de Cultura, falecido recentemente. O grande incentivador do festival foi homenageado e teve seu nome estampado nas medalhas e troféus.

A celebração ficou ainda mais significativa devido ao marco histórico ocorrido no dia anterior, quando as culturas de congados e reinados foram reconhecidas como Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais. Este reconhecimento foi realizado a partir de pesquisa e dossiê organizados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). O resultado é fruto de um trabalho coletivo, apresentado e reconhecido por votação em reunião do Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep).
O Festival
O secretário de Cultura, Rafael Lana, comemorou a realização de mais um festival, destacando a importância de manter a tradição. “É a celebração da cultura, tradição e ancestralidade.”

Valéria Rocha, capitã e membro da Irmandade Nossa Senhora do Rosário, celebrou o reconhecimento pelo governo do estado. “Aqui em Lafaiete, o Congado já é patrimônio imaterial.” Ela também lembrou a importância de Geraldo Lafayette: “Com o falecimento dele, a organização decidiu pela merecida homenagem, com seu nome nas medalhas e troféus.”
O evento contou com a participação de 17 guardas e bandas de Lafaiete e região, mostrando a força e a união das comunidades envolvidas.
