O problema de ataques de cães continua a afligir a cidade de Lafaiete, sem que medidas efetivas sejam tomadas. A mais recente vítima é Maria das Graças Silva, conhecida como “Gracinha do Pronto Socorro”, atacada por três cães, na rua João Cunha, no bairro Arcádia, voltando do trabalho.
Além da dor pela ferida, Gracinha, que faz tratamento de trombose venosa profunda, descreve esta situação delicada: “Estou bastante apreensiva porque faço tratamento de trombose venosa profunda. Tomo três tipos de medicamentos coagulantes. Uma mordida foi muito profunda e não pode ser suturada. Estou de repouso para evitar sangramento e com muita dor”, relatou, em entrevista a jornalista Gina Costa.
A vítima expressou sua indignação, um sentimento compartilhado por muitos outros moradores que também foram atacados por cães nas ruas de Lafaiete. “Estou indignada. Ninguém toma providência. Muitos cachorros na rua”, desabafou. Gracinha destacou que, embora entenda que os animais permanecem onde são alimentados e cuidados, os seres humanos também precisam ter o direito de circular livremente sem medo de ataques.

Maria das Graças também cobrou uma resposta e ação do Centro de Controle de Zoonoses, ressaltando o sofrimento físico e financeiro decorrente do ataque. “Sinto dores fortes, muito sofrimento, além do gasto financeiro com medicamentos e a impossibilidade de trabalhar”, afirmou.
A questão dos ataques de cães nas ruas de Lafaiete já foi tema de várias reportagens, mas a falta de ações efetivas mantém a população em estado de alerta e insatisfação. O Centro de Controle de Zoonoses informou que enviará reposta aos questionamentos sobre o caso em breve.
Leia também: Populares relatam ataques de cães em Lafaiete.
