Vestidos de branco, com a foto da criança estampada nas camisetas e clamando por justiça, dezenas de manifestantes se reuniram na manhã desta sexta-feira (12), em frente à Prefeitura de Congonhas, para cobrar respostas sobre a suposta omissão e negligência médicas na morte de Lívia Carolina de Paula, de 5 anos. A menina faleceu há uma semana, no sábado (6), no Hospital Bom Jesus.

De acordo com os pais, Lívia brincava com o irmão, de 12 anos, quando ficou presa em um baú e acabou machucando o ombro. A família a levou até a UPA da cidade por duas vezes, na sexta-feira (5). E na sequência a menina foi encaminhada ao Hospital Bom Jesus. Apesar da menina ter conseguido chegar ao hospital, o pai Kenny Costa informou em entrevista à rádio Itatiaia que foi tarde demais. “A minha filha estava conversando o tempo todo, era uma criança 100% saudável. Quando a gente chegou no hospital, o ortopedista que estava lá era o mesmo que tinha atendido ela na UPA e mandado ela embora para casa. Ele estava todo amarrotado, acho que estava dormindo. Um outro médico que olhou a tomografia dela perguntou para ele na minha frente: ‘como você liberou ela? Era para ela ter ido para o Hospital João XXIII’. Ele até chamou um helicóptero, mas foi tarde demais”, relembrou durante a entrevista. Há suspeita de negligência e imperícia médica.
Um boletim de ocorrência foi registrado. A Polícia Civil abriu inquérito para investiga a morte de Lívia Condé, e o Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais (CRM-MG) informou que a apuração do caso tramita sob sigilo.
Nota do hospital
Em nota à imprensa, a Associação Hospitalar Bom Jesus, por meio de sua Assessoria de Comunicação, informou que lamenta a morte da criança: “A Associação Hospitalar Bom Jesus, por meio da sua Assessoria de Comunicação, vem por meio deste informar que lamentavelmente no dia 06/07/2024 ocorreu a óbito da menor LCCDP. Visando a transparência e responsabilidade de suas ações, o hospital buscou averiguar todas as informações acerca dos atendimentos realizados à paciente nos dias 05 e 06 de julho, tendo essa prévia apuração demonstrado que toda à assistência foi prestada de forma imediata a paciente, conforme comprovam as imagens do circuito interno de segurança da unidade. Lamentamos profundamente a perda de uma criança de apenas 05 (cinco) anos de idade e nos solidarizamos à família. Ressaltamos a importância de uma apuração completa dos fatos, que ocorrerão por meio de avaliação da Comissão Interna de Óbitos e laudo do Instituto Médico Legal do Estado de Minas Gerais”.
