Uma longa audiência pública na Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete na noite desta segunda-feira (08) teve como pauta as creches municipais. Pais, mães, comerciantes e servidores públicos compartilharam suas dificuldades e perspectivas sobre a questão. Quatro vereadores participaram: Damires Rinarlly (autora do requerimento), Pedro Américo, Fernando Bandeira e Giuseppe Laporte, além do Secretário Municipal da Educação, Albano Tibúrcio, representantes do Ministério Público, Conselho Municipal de Educação, ACIAS, CDL Lafaiete e outras entidades.
A promotora Lilliale Ferrarezi Fagundes, representante do Ministério Público, enfatizou que a vaga em creches é um direito das crianças. No entanto, os relatos das mães evidenciaram a dificuldade de fazer valer este direito. Entre denúncias e reclamações, foram ouvidas queixas sobre apadrinhamentos políticos, horários inadequados, falta de flexibilidade de minutos que poderiam facilitar a vida de alguns, enquanto outros seriam privilegiados, a longa fila de espera por vagas e até a necessidade de criação de critérios que priorizem quem de fato, precisa deixar os filhos nas creches municipais.

A superlotação das creches, trabalho exaustivo das equipes e infraestrutura deficitária também foram citados. Relatos apontam que profissionais que atuam na área estão adoecendo com frequência e é alto o índice de apresentação de atestados médicos. A principal reclamação entre os pais que conseguiram uma vaga para os filhos é quanto ao horário de funcionamento, que vai somente até 16h. Esse horário foi defendido como dentro da legalidade pelos representantes da Administração Municipal.
Comerciantes também expressaram dificuldades para adequar os horários de suas colaboradoras aos horários das creches. De maneira mais ampla, os participantes enfatizaram a importância das creches, não como “depósito de crianças”, mas como uma necessidade que exige a união de esforços de toda a sociedade para resolver a questão.
