A tragédia que tirou a vida do garotinho Henrique poderia ter sido evitada, segundo a avó. O garotinho de apenas dois anos de idade faleceu em um acidente na sexta-feira (22) na BR 040, quando uma van que levava pacientes de Lafaiete para atendimento médico em Belo Horizonte envolveu-se em uma colisão com um carro de passeio. Rick, como era chamado pela família, estava no colo da avó, Cássia Cristina Oliveira de Resende Ferreira, que viu tudo e também saiu com ferimentos do acidente. Após todo o trauma, ela foi levada para o Hospital e Maternidade São José, onde segundo seu relato, foi atendida com falta de empatia. Em meio ao momento terrível de perda ela teria ouvido de uma enfermeira que pediu a retirada de sua família do quarto em que estava, que “morre gente toda hora”.
O menino teve uma pneumonia em fevereiro e precisou de médico. Na falta do profissional para atendê-lo em Lafaiete pela rede pública ficou na fila de espera quatro meses. Quando saiu a consulta ele já tinha melhorado, mas a família optou por levá-lo ao médico na capital para certeza da cura. No caminho, ocorreu o acidente. Além de Henrique, um senhor de 60 anos que estava no outro veículo também faleceu no local do acidente. E no sábado (22) faleceu a terceira vítima, Iza de Souza Gomes. Outros passageiros ficaram feridos.
Emocionada, em entrevista à jornalista Gina Costa, Cássia disse que outro neto, irmão do Henrique, tem consulta agendada para esta terça-feira, também em Belo Horizonte. “Como que vamos entrar em outra van e ir pra lá? “Eu quero pedir, encarecidamente à prefeitura, Secretaria e Saúde, ao prefeito, que reveja como é feito isso. Se tivesse na cidade um especialista que atendesse, que fosse uma vez por semana, a gente não precisava esperar tanto tempo; não precisava sair às 5h da manhã pra ir consultar em BH”.

Cássia contesta ainda a nota pública divulgada pela prefeitura de Lafaiete, onde afirma ter dado apoio às vítimas do acidente. O que teria ficado somente em condolências e uma visita a ela no hospital, acrescentando que ela própria precisa de um médico ortopedista e a mãe do Henrique de acompanhamento psicológico.
A van, segundo a Prefeitura, prestava serviço de forma era terceirizada ao município.
Hospital São Vicente
Na semana passada a Secretaria de Saúde informou, que por meio de uma parceria, está em estudo a contratação de profissionais para oferecer o atendimento de pneumologista no Hospital São Vicente. Agora, o hospital tem consultas com neuropediatra, e expectativa para uma expansão para cardiopediatra e endocrinopediatra e futuramente, terá novas adições de especialidades médicas para crianças, como o pneumologista. Clique e leia a reportagem.
