O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, reconhecido como uma das obras-primas do barroco e Patrimônio Cultural da Humanidade, será cenário da pré-estreia da ópera “Devoção”, no dia 13 de julho, às 17h30.
Encomendada pela Fundação Clóvis Salgado (FCS), a produção, que abre a temporada de óperas da casa, terá dois atos e estreará no dia 19 de julho, com récitas também nos dias 20, 22 e 23 de julho, às 20h, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes.
A música é composta por João Guilherme Ripper, o libreto é assinado por André Cardoso, a direção musical é de Ligia Amadio e a concepção e direção cênicas ficam a cargo de Ronaldo Zero.
Participam da montagem a Orquestra Sinfônica e o Coral Lírico de Minas Gerais, a Cia de Dança Palácio das Artes e o Coral Cidade dos Profetas.
Ao todo, mais de 500 pessoas estão envolvidas nesse espetáculo, cujo argumento foi proposto pelo secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira, e pelo presidente da Fundação Clóvis Salgado, Sérgio Rodrigo Reis.
O processo de concepção e pesquisa para o libreto envolveu membros da Academia Congonhense de Letras e Artes, bem como o trabalho do escritor Domingos Teodoro Costa, autor de “Congonhas: Da Fé de Feliciano à Genialidade de Aleijadinho”.
A ópera revisita a trajetória do imigrante português Feliciano Mendes, no século 18, para abordar temas importantes como a fé, a devoção, a promessa e o milagre que se encontram na base da formação do povo mineiro e brasileiro.
Sérgio Rodrigo Reis explica que ideia de promover a pré-estreia em Congonhas se dá justamente por ali ter se tornado o epicentro da devoção ao Bom Jesus de Matosinhos.
“Congonhas é onde essa manifestação encontrou seu apogeu, quando Feliciano Mendes sai do norte de Portugal e, antes de embarcar, vai ao santuário da cidade de Matosinhos, dedicado ao Bom Jesus, e pede a proteção. E ele vem com essa fé em busca do desconhecido”, conta o presidente da FCS.
