O dia primeiro de maio tem diversos significados para cada pessoa, eu faço parte de um grupo que além de agradecer a Deus por mais um dia e orar pelo novo mês com saúde e paz também faço a minha reflexão sobre a vida.
Em um dia como este, em uma manhã como esta no ano de 1994 há exatos 30 anos perdíamos um cidadão brasileiro, um jovem de 34 anos, piloto de F1, sonhador, apaixonado, um exemplo de filho e de profissional, morreu fazendo o que mais sabia fazer e fazia melhor que qualquer outro até hoje, correr a velocidades absurdas e desafiadoras em um bólido de Fórmula.
Tentar explicar aqui quem foi Ayrton Senna talvez não seja o suficiente, até mesmo o necessário e justo para o seu tamanho, só sabe quem viveu a época, quem sentiu a dor daquele primeiro de maio e dos dias seguintes.
Ele marcou minha infância, era nosso super herói, na escola só se falava nele, o quanto era incrível e o quanto era grande o seu orgulho de ser brasileiro, a energia que ele mostrava ao levantar nossa bandeira quadricolor aos domingos era contagiante, um dos maiores atletas que vi em ação, não se deixou abater quando sofreu discriminação por ser de um país pobre, pelo contrário mostrava ao mundo que as maiores tecnologias da época, desenvolvidas pelos países mais ricos não serviam de nada se não tivesse um Brasileiro na condução e execução das ações, era maestral ver ele guiando e vencendo.
Sabíamos assoviar o tema da vitória, arremedar o narrador da tv gritando “Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasiiiiiiiiil”, sair correndo na rua com a bandeira brasileira ao vento mostrando que sonhos eram objetivos possíveis de alcançar.
Para mim ninguém correu, venceu, foi ou será maior que Senna, porque sou Sennista de carteirinha.
Hoje uso uma réplica de seu capacete não por idolatria, pois abomino isso e o próprio Senna dizia que não tinha Ídolos e sim, admirava quem trabalhava com dedicação e competência. Senna vive e viverá sempre em nossos corações. Viva Senna.
Cláudio Alexandre Costa Pacheco.

