O ditado popular de que “o ano só começa depois do Carnaval”, não se aplica ao cenário político. Em ano de eleições municipais, o que já se vê é uma grande movimentação nos bastidores políticos de Conselheiro Lafaiete.
Em que pese ser ano de escolher prefeito, vice e vereadores, o recorte de 2026 paira no ar, como um fiel da balança. Acordos visando candidaturas para os âmbitos estadual e federal implicam diretamente no pleito municipal.
Reuniões amplas ou mais reservadas são frequentes e grupos buscam melhores posicionamentos partidários que rendam bons e eficientes resultados nas urnas. O efeito “Dra.Selma” (candidata mais votada em 2020) ainda assombra e ninguém quer ter muitos votos e não ser eleito.
Grupos que já caminharam juntos em outras eleições ensaiam a busca por independência, mas ainda estão atrelados e aguardando definições de seus líderes, mais especificamente do prefeito Mário Marcus e do ex-deputado estadual, Glaycon Franco. Outros nomes de peso já conhecidos retornam ao mesmo cenário e outros novos surgem. Vários manifestam desejo de mudar do Legislativo para o Executivo. Há ainda os eternos candidatos que ora estão em um partido e ora em outro.
Nomes de prefeitáveis não faltam. Há um leque aberto de representatividade e bandeiras partidárias e ideológicas. No entanto, há apostas de que o diferencial das eleições municipais de 2024 está na escolha dos concorrentes ao cargo de vice-prefeito (a). Com nomes considerados fortes, mas que já teriam chegado a um patamar, quem cogita sentar na cadeira mais cobiçada da Prefeitura busca por aliados que agreguem e levem seus nomes a camadas por onde não transitam com facilidade. Outro credenciamento para o cargo de vice são aqueles atualmente em exercício de mandatos como alguns dos 12 vereadores e uma vereadora; além dos já testados nas urnas e que obtiveram votação expressiva.
O Carnaval é em fevereiro e as eleições em outubro.
2024 já começou.
