Minas Gerais anunciou hoje, Dia Nacional da Doação de Órgãos, a retomada do serviço de transplante de pulmão. A atividade esteve suspensa por oito anos. Em 2014, o transplante de pulmão deixou de ser realizado no Estado por dificuldades enfrentadas pelo Hospital das Clínicas, na capital mineira e os pacientes mineiros são transferidos para outros Estados.
Mais de 6 mil pessoas estão na fila à espera de órgãos e tecidos no Estado e a taxa de recusa de doações alcança a marca de 45%, quase o dobro do que antes da pandemia de Covid-19. Um único doador pode beneficiar até oito ou mais pessoas que aguardam um transplante. .
Diga que quer ser doador
Alguns tabus ainda contribuem para a baixa doação de órgão no Brasil. Um deles é que as famílias evitam falar sobre morte. É importante falar para a sua família que deseja ser um doador de órgãos, para que após a sua morte, os familiares possam autorizara doação e retirada dos órgãos e tecidos.
No Brasil, a doação de órgãos e tecidos só é realizada após a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos só pode ser realizada após a autorização familiar. Assim, mesmo que uma pessoa tenha dito em vida que gostaria de ser doador, a doação só acontece se a família autorizar. Se a família não autorizar a doação, os órgãos não serão retirados e a oportunidade da realização dos transplantes, tirando pessoas das listas e devolvendo a vida ou a qualidade de vida, será perdida.
Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista de espera. A lista é única, organizada por estado ou região, e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). É preciso conscientizar a sociedade sobre a importância da doação de órgãos e tecidos e, ao mesmo tempo, fazer com que as pessoas conversem com seus familiares e amigos sobre o assunto, deixando clara sua intenção de doar.
