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Delegado se manifesta pela primeira vez desde morte da escrivã Rafaela Drumond

18 de setembro de 2023
in Polícia, Destaque
Delegado se manifesta pela primeira vez desde morte da escrivã Rafaela Drumond

Delegado se manifestou por meio de nota d seu advogado/Carandaí on line

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O delegado da Polícia Civil que atuava no município de Carandaí, Itamar Claudio Neto, se manifestou nesta segunda (18) sobre o caso envolvendo a escrivã Rafaela Drumond. Ela tirou a própria vida no dia 9 de junho, no distrito de Antônio Carlos, na região do Campo das Vertentes.

Em áudios e vídeo feitos por ela, divulgados após sua morte, a escrivã denuncia ter sido vítima de  assédio na delegacia onde trabalhava, em Carandaí.

O delegado Itamar Claudio Neto, superior de Rafaela Drumond, foi indiciado pelo crime de condescendência criminosa, isso é, quando o chefe de uma repartição pública deixa de aplicar a punição legal para a infração de um funcionário ou não leve a questão a conhecimento da autoridade competente. A pena em caso de condenação é de 15 dias a um mês de prisão ou multa. No entanto a defesa do delegado afirma que o indiciamento será rebatido em hora oportuna.

A nota

Segundo nota enviada ao portal  Carandaí on line,  através do seu advogado, José Maria Fortes de Carvalho, o  delegado esperou, com serenidade e isenção, o término das investigações, “sem proferir qualquer tipo de ofensa, constrangimento ou acusação à qualquer pessoa ligada à escrivã, não obstante ter sido acusado e ofendido, sem qualquer prova, por pessoas ligadas ao círculo de Rafaela, e pela sociedade comovida com o trágico acontecimento”.

A nota ainda afirma que: “Pelo apelo midiático e pressões políticas, o Dr. Itamar sofreu sanção administrativa, pela transferência da Depol de Carandaí para a Depol de Belo Vale, de forma sumária. Contudo, a verdade veio à tona com a conclusão do inquérito, que apurou a inexistência de indícios de que a escrivã tenha sido induzida, instigada ou auxiliada ao suicídio”.

Em outros trechos da nota,  o advogado José Maria Fortes de Carvalho cita  que o desentendimento entre Rafaela e o investigador citado no processo  não teve vínculo  com o autoextermínio, vez que se deu há quase um ano antes, e jamais voltou a ocorrer. A nota afirma que após exaustiva investigação não foram comprovados nos autos quaisquer condutas do delegado que tipifiquem assédio moral ou sexual em desfavor da escrivã. E que a defesa aguardará a posição do Ministério Público Estadual e da Justiça da Comarca de Carandaí, e, em ocasião oportuna, buscará na justiça, procedimentos próprios contra as acusações recebidas.

E por fim, é dito que as provas dos autos deverão, após a quebra do sigilo, e autorizadas pela Justiça, serem reveladas à sociedade, para que a imprensa e a opinião pública façam seu juízo de valor sobre os reais motivos que levaram a escrivã ao autoextermínio, relatados pela própria Rafaela, em uma carta de despedida destinada à família e amigos.

Fonte: Carandai on line

 

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