O inquérito da Polícia Civil de Minas Gerais que apurou as circunstâncias da morte da escrivã Rafaela Drumond indiciou o delegado suspeito de assediá-la por condescendência criminosa e reconheceu o crime de injúria pelo investigador.
Rafaela Drumond foi encontrada morta em um distrito de Antônio Carlos, no Campo das Vertentes, em 9 de junho. Em áudios e vídeo feitos por ela, divulgados após sua morte, a escrivã denuncia ter sido vítima de assédio na delegacia onde trabalhava, em Carandaí.
O delegado Itamar Cláudio Netto, superior de Rafaela Drumond na Delegacia de Carandaí, foi indiciado, acusado pelo crime de condescendência criminosa, isso é, quando o chefe de uma repartição pública deixa de aplicar a punição legal para a infração de um funcionário ou não leve a questão a conhecimento da autoridade competente. A pena em caso de condenação é de 15 dias a um mês de prisão ou multa.
Já o investigador Celso Trindade de Andrade, colega de trabalho de Rafaela na delegacia de Carandaí, cometeu o crime de injúria, mas o processo penal contra ele não terá continuidade. Isso porque o prazo previsto para que se dê entrada no processo de crimes contra a honra é de seis meses da data do fato; ou seja, perda do prazo para entrar com a ação.
O inquérito relacionado à morte da escrivã Rafaela Drumond foi concluído nesta quarta-feira (13) e encaminhado à promotoria de Justiça na Comarca de Carandaí. No entanto, apesar do resultado do inquérito da PCMG, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pode entender o caso de outra forma e mudar a denúncia que será entregue à Justiça.
