Mais fé e menos comércio. Este é o conceito que o cônego Nedson Pereira de Assis, reitor do Basílica do Bom Jesus de Matosinhos, deseja para o Jubileu em Congonhas. O cônego tem enfatizado que o povo de Deus precisa focar mais nos atos de fé e menos na parte comercial que envolve a festa cristã.
Partindo do raciocínio que o Jubileu é um tempo de oração, reflexão e fé, o religioso, tem insistido quê os católicos precisam rever suas ações antes, durante e até mesmo após o período jubiloso.

“Estamos aí caminhando para o Jubileu. Aguardando ansiosos este tempo que para o povo de Congonhas, o povo cristão católico e a nossa Arquidiocese, é um tempo, de fato, da Graça de Deus, da misericórdia de Deus, da ação de Deus na vida e no coração do nosso povo. Este ano, tentando resgatar um pouco esta questão da espiritualidade do Jubileu, uma vez quê o lado comercial tomou uma proporção muito grande em Congonhas, e o lado espiritual ficou um pouco acanhado, nós estamos trazendo sim, como tema para o Jubileu Tempo de oração, graça e missão”, declarou o religioso em entrevista a rádio Congonhas.
O cônego explica ainda que o “Jubileu tem que produzir em nossas vidas efeitos positivos da fé. Ele tem que produzir em nossas vidas frutos de conversão. E esta conversão nos leva a assumir nossas missões, – de batizado, de cristão, de leigo consagrado, de pessoas que de fato são evangelizadoras -, a partir dos ensinamentos do Bom Jesus. Então, o Jubileu do Bom Jesus é tempo de oração, Graça e missão, declara o líder religioso.”
Mudança

Ainda de acordo com o cônego Nedson, para encerrar este momento preparatório, o arcebispo de Mariana, Dom Airton José dos Santos, vai no dia 6 de setembro, presidir a missa na Basílica de São José, às 19 horas, “e em seguida, nós sairemos com a imagem do Bom Jesus a levando para a sua Basílica, a sua casa. O importante é que nosso povo participe desta fase de encerramento porquê ao chegar diante da Basílica será dada a benção de abertura do Jubileu”, informa o cônego.
Questionado sobre a mudança da data de abertura, cônego Nedson explica: “Porque a Santa Sé concedeu à Congonhas a Graça do Jubileu nos dias 26 de abril a 3 de maio ou nos dias 6 de setembro a 14 de setembro, e não no dia 7 de setembro. Portanto, se o próprio Papa concedeu à Congonhas a Graça do Jubileu a partir do dia 6, por que nós temos que mudar esta data para o dia 7? Por que é feriado nacional? Não se justifica.”
Missas
As missas irão ser celebradas do dia 7 até o dia13, nos horários de 6h, 8h, 10h, 15h e 19 horas.
