O “aulão” promovido pelo Sind-UTE Lafaiete, na sede do Clube Atlanta, no último sábado, dia 2 de setembro, reuniu lideranças estaduais do sindicato, vereadores, diretores de escolas e profissionais da Educação, em torno de discussão sobre o Programa Mãos Dadas, iniciativa do governo Zema.
A ideia do encontro era compartilhar experiências vividas em outras cidades de Minas, repassar informações de como anda o processo de municipalização de escolas em Lafaiete e pensar no passo seguinte.
Estiveram presentes a vereadora Damires Rinarlly e os vereadores Pedro Américo e Fernando Bandeira. Todos três contrários à municipalização. Na Câmara Municipal deverá existir uma unanimidade sobre o assunto. O Fato Real sondou diretamente os 13 vereadores e todos afirmaram ser contra o projeto de municipalização enviado à Casa Legislativa pelo prefeito Mário Marcus.

Mesmo se não aprovado, o projeto de municipalização de três escolas de Lafaiete, que tramita na Câmara de Vereadores, é necessário que a sociedade fique atenta ao que está acontecendo em cidades, que não aceitaram a municipalização.
“Nós estamos em luta em todas as regiões do estado, alertando sobre a grande armadilha, promovida pelo Zema. O estado oferece aos municípios uma responsabilidade que era dele. E mesmo quando os municípios não aceitam assumir tal responsabilidade, que é absorver escolas estaduais na rede municipal, o governador simplesmente e à revelia, faz a chamada municipalização indireta. Isto é feito quando ele nega a matrícula aos alunos do primeiro ano do ensino fundamental. A população de Lafaiete, as mães, diretores de escolas, profissionais da educação, a Câmara de Vereadores precisa ficar atentos. A manobra é perversa e ilegal.” Quem faz o alerta é Denise Romano, coordenadora geral do Sind- UTE em Minas Gerais, presente ao “aulão” em Lafaiete no sábado.
Lafaiete
Em Lafaiete, as escolas de ensino fundamental, Castello Branco, Pinto da Veiga e Pacífico Vieira são os alvos desta municipalização
Há um temor de que os profissionais contratados sejam demitidos e os concursados terão que buscar a absorção pela rede municipal.
Segundo o subsecretário de Articulação Educacional da Secretaria de Estado de Educação (SEE) Gustavo Pedroso, o programa é “para dar melhorias das condições da educação pública” e fortalecer a “integração por meio do regime de colaboração entre o Estado e o município”.
