Nove meses após um atropelamento que tirou a vida de uma pessoa e deixou outra ferida no km 627 da BR 040 em Lafaiete, populares ainda convivem com uma situação de perigo e familiares clamam por justiça e ações que evitem novas perdas.

O alerta foi dado pelo advogado da família da senhora Clarisse Tavares Apolinário, que foi atropelada junto com o neto, no dia 3 de novembro de 2022, quando tentavam atravessar a rodovia ao voltar de um estabelecimento comercial localizado às margens da rodovia. A senhora não resistiu aos ferimentos e faleceu. Seu neto embora tenha sobrevivido, sofreu lesões graves e precisou de tratamento médico-hospitalar por semanas.
Para o advogado João Paulo Sávio Gonçalves, o fato evidencia a falta de segurança e a omissão das partes responsáveis. “O que torna esse caso particularmente preocupante é a negligência das partes responsáveis. A loja da rede de supermercados proprietária do estabelecimento comercial, e a responsável pela administração da BR-040 nesse trecho, não têm cumprido com a obrigação de garantir a segurança dos pedestres. A ausência de uma passarela adequada para a travessia e a falta de iluminação suficiente são fatores que contribuíram diretamente para o acidente”, argumenta. “Essa tragédia poderia ter sido evitada se medidas preventivas tivessem sido adotadas anteriormente. A população local já havia feito várias solicitações para a construção de uma passarela de pedestres, bem como melhorias na segurança do trecho em questão. No entanto, até o momento, essas solicitações foram ignoradas e nenhuma ação concreta foi tomada”.
O ponto em que ocorreu o duplo atropelamento, próximo ao supermercado Mart Minas, é considerado perigoso por moradores do entorno e já foi cenário de outros acidentes. À época o Instituto Sonho de Rua, iniciou um abaixo-assinado online para exigir do poder público a instalação de itens de segurança na área, como faixas de pedestre, passarela e sinalização adequada.
João Paulo Sávio Gonçalves representa a filha da vítima fatal e mãe do menino sobrevivente, em ação judicial em curso. “Estou empenhado em buscar justiça e responsabilização das partes envolvidas, bem como reparação pelo sofrimento suportado. O caso revela a necessidade de conscientização sobre a importância da segurança viária e da implementação de medidas adequadas para proteger os pedestres”, finaliza o advogado.
