O Sindicato dos Escrivães da Polícia Civil de Minas Gerais emitiu, na última terça-feira (27/06), nota em que defende o afastamento do delegado e do investigador citados pela escrivã Rafaela Drummond. Ela tinha 32 anos, e atentou contra a própria vida no último dia 9, ela estava na casa dos pais, na cidade de Antônio Carlos, na região do Campo das Vertentes.

A escrivã trabalhava em uma delegacia em Carandaí e denunciou ser vítima de assédio.
Na sexta-feira passada, o delegado Itamar Cláudio Neto e o investigador Celso Trindade foram transferidos de Carandaí, onde atuavam, para a delegacia de Conselheiro Lafaiete.
O questionamento das transferências decorre do fato de, na delegacia de Lafaiete, para onde os servidores foram remanejados, já estar trabalhando outra escrivã citada por Rafaela em um dos áudios. A nota diz que, por ora, o Sindicato considera que seria razoável o afastamento preliminar dos investigados até à conclusão do procedimento instaurado. Isso, conforme argumento da entidade de classe, evitaria constrangimentos a eventuais vítimas ou testemunhas enquanto transcorrerem as investigações.
Depoimentos
O delegado Itamar Cláudio Netto e o investigador Celso Trindade de Andrade prestam depoimento nesta quinta-feira (29) em Barbacena, no Campo das Vertentes.
As transferências dos dois foram publicadas um dia após a Corregedoria-Geral da Polícia Civil (CGPC), de Belo Horizonte, assumir, de forma exclusiva, a presidência do inquérito policial que apura a morte da escrivã. Até então, as investigações estavam sendo conduzidas pela polícia em Barbacena
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