Moradores do bairro Rochedo, em Conselheiro Lafaiete, foram surpreendidos, na manhã desta terça-feira (13/06), com a presença de um caminhão da prefeitura retirando móveis da sala de informática da praça CEU. (Centro de Artes e Esportes Unificados). A explicação dada era de que o mobiliário seria transferido para o ginásio poliesportivo, que teria sido reinaugurado na última semana sem móveis em suas dependências.
De acordo com Neusa Mendes de Faria Novaes, a atitude revoltou a comunidade, já que a praça CEU é um projeto pioneiro que chegou ser modelo para a construção de outras em Minas Gerais. Por isso, não faria sentido recolher o mobiliário para equipar o ginásio. Segundo Neusa, o espaço público é administrado por um grupo gestor e todo o mobiliário, assim como os demais equipamentos, são inventariados para utilização na praça. No entanto, não houve diálogo ou comunicação sobre a decisão que seria tomada e a comunidade foi surpreendida.

O argumento de que os móveis seriam retirados porque não estão sendo utilizados foi o estopim para críticas. A sala se encontra desativada desde a pandemia, mas a comunidade vem batalhando desde setembro do ano passado pela retomada das aulas de informática: “Esta é uma área de extrema vulnerabilidade e precisamos deste serviço para atender à comunidade, os nossos jovens e oferecer a eles uma oportunidade de emprego por meio da capacitação”, explicou.

A sala de informática chegou a ser inteiramente desocupada, mas os moradores se mobilizaram e impediram que o caminhão carregado deixasse o local. A reação surtiu efeito e, em poucos minutos, alguns vereadores também foram à praça CEU e se posicionaram favoravelmente à comunidade.
Diante da inesperada resistência o caminhão foi descarregado e a mobilha restituída à sala de informática da praça CEUS do bairro Rochedo. Agora moradores pedem para que as atividades sejam retomadas.
São 12 os bairros diretamente beneficiados pela Praça CEU: Bela Vista, Jardim das Flores, Jardim do Sol, Moinhos, Progresso, Real de Queluz, Rochedo, Santa Clara, Santa Maria, São José, União e Vila Rica. A gestão acontece através de um grupo gestor tripartite, com representantes do poder público, da sociedade civil organizada e da comunidade.
