Depois de comemorar uma vitória judicial no fim da semana passada, quando uma liminar do Tribunal de Justiça determinou a volta do funcionalismo ao trabalho, a Prefeitura de Conselheiro Lafaiete amargou uma derrota política na noite desta terça-feira (23/05). Com a casa cheia de servidores municipais e ouvindo palavras de ordem pedindo apoio à categoria e o travamento da pauta, os 13 vereadores acataram a solicitação por unanimidade.
Após ouvir o presidente do sindicato, que se pronunciou por 10 minutos, e as manifestações da plateia, a Câmara Municipal deliberou pela não apreciação das propostas de interesse do Executivo Municipal e travou a pauta. Os servidores solicitaram que a pauta permaneça travada até que o prefeito Mário Marcus envie à Câmara o projeto de reajuste salarial da categoria. O funcionalismo pleiteia um reajuste de 12%, índice que abrangeria toda a categoria.

Com a casa repleta, todos os vereadores fizeram questão de se posicionar com discursos de apoio aos servidores públicos. Mas também não faltaram manifestações de alguns a respeito do comportamento de colegas quando a casa está vazia. Ou seja, que haveria diferença entre o discurso com a casa cheia, e as votações quando o plenário está vazio.
Sindicato

Em entrevista ao Portal de Notícias Fato Real, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos, Valdney Alves, disse ter ficado feliz pela mobilização da categoria e o consequente apoio do Legislativo, mas ainda espera pelos resultados objetivos da reunião de ontem: “Não basta só trancar a pauta. Precisa haver uma pressão por parte do Legislativo para que o gestor encaminhe o projeto o mais rapidamente possível”.
Valdney informou que esteve novamente reunido ontem com a administração municipal quando foram abordados várias questões, entre elas o pagamento de contribuições previdenciárias. O chefe do Executivo alegou que as contribuições ao INSS têm sido repassadas integralmente, mas há morosidade no lançamento no sistema, que vem sendo feito manualmente devido a problemas que serão resolvidos em breve. Segundo o sindicalista, a Prefeitura continua insistindo que não há servidor recebendo menos de um salário mínimo, razão pela qual o sindicato solicitou um confronto de dados para colocar um ponto final na polêmica.
Já o atendimento pela empresa Convênios Card parece estar com os dias contados, devendo ocorrer rompimento do contrato com a empresa que opera o cartão-alimentação.
