Terminou por volta das 11h30 desta segunda-feira (15/05) a manifestação realizada por funcionários públicos na porta da Prefeitura de Conselheiro Lafaiete. O protesto, marcado por palavras-de-ordem e reforço às reivindicações já apresentadas, atraiu a presença de alguns vereadores, como Pedro Américo, Fernando Bandeira, Erivelton Jayme, Giuseppe Laporte e Vado Silva.

Segundo os manifestantes, no início do protesto o prefeito Mário Marcus se encontrava trabalhando em seu gabinete, mas teria deixado, em seguida, a sede do Executivo sem falar com os servidores públicos. Em entrevista ao Fato Real, o presidente do sindicato, Valdney Alves, avaliou positivamente mobilização: “Houve ameaças por parte da Administração Pública a alguns servidores, principalmente os contratados. Muitos reclamaram de que ficaram soltando notas, principalmente via WhatsApp, ameaçando de que poderiam ter os contratos suspensos. Isso trouxe uma certa insegurança à categoria, mas a adesão foi positiva e vamos continuar na luta até que nos seja apresentada uma contraproposta descente”.
Operação Tartaruga

Valdney reafirmou que, diante da reiterada recusa da Prefeitura ao diálogo e para minimizar os possíveis transtornos causados à população, a categoria decidiu por uma “Operação Tartaruga”.
De imediato, um dos segmentos mais afetados pela paralisação será o setor da educação. Em algumas escolas municipais já não teve aula na manhã desta segunda-feira. Outro segmento que será diretamente prejudicado é o da saúde; em particular, o atendimento prestado nos postos de saúde.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos reiterou que, ao contrário da afirmação feita em publicação oficial pela Prefeitura, existem servidores municipais que ainda precisam de complemento na folha para receber o equivalente a um salário mínimo. Como exemplos, Valdney Alves citou os auxiliares de higiene bucal e de obras e serviços, cujo piso salarial continuaria abaixo do mínimo estabelecido por lei federal.
