Na semana passada, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Conselheiro Lafaiete, Valdiney Delmaschio Alves, ocupou a tribuna da Câmara para pedir o apoio dos vereadores na busca de uma solução definitiva para a série de problemas que envolvem o cartão-alimentação fornecido pela Prefeitura. Os problemas são recorrentes e á foram temas de várias reportagens no Fato Real.
Segundo o sindicalista, a Administração Pública nada faz para mudar a realidade, mesmo sabendo da recusa do cartão-alimentação por diversos estabelecimentos comerciais conveniados em razão do não reembolso pela empresa responsável pela operação do ticket: “A gente fica se perguntando o porquê de tentarem tanto segurar essa empresa em Lafaiete, sendo que há outras mais qualificadas que ofereciam o mesmo serviço de forma gratuita”, disse Valdiney.
As declarações provocaram reação de vereadores, que também criticaram a situação. João Paulo Resende (DEM), reiterou dispor de imagens que comprovam a recusa do Convênio Card por um supermercado da cidade, situação que tem se repetido em outros estabelecimentos e exposto funcionários públicos ao constrangimento de ter que devolver mercadorias às prateleiras. Somente a um empresário local, segundo João Paulo, a empresa operadora do cartão estaria devendo em torno de 60 mil reais em valores não repassados. Além de manifestar repúdio à postura da operadora do convênio, o líder do Executivo sugeriu a convocação do procurador Cayo Noronha, do secretário de Fazenda, Cláudio de Castro Sá Filho, e do novo titular da Secretaria Municipal de Administração para tentar resolver definitivamente a questão.
André Menezes (PL) afirmou que já são 22 as empresas que não recebem mais o cartão-alimentação da Prefeitura, algumas das quais se encontram há dois ou até quatro meses sem ser ressarcidas. Adotando postura ainda mais incisiva, o presidente da Câmara, Vado Silva, propôs à união dos 13 vereadores para pedir diretamente ao prefeito a quebra do contrato com a operadora Convênio Card. Somente deste modo, segundo o parlamentar, será possível dar um basta à situação.
Em setembro de 2022 a Administração Municipal mediante as reclamações informou que gestores e fiscais do contrato, após análise, procederam pela realização de notificações e solicitaram ao Departamento Jurídico instauração de Processo Administrativo em desfavor da empresa.
