Nesta quarta-feira (13/04), a vereadora Damires Rinarlly (PV), de Conselheiro Lafaiete/MG, a Associação das Mães Unidas pela Deficiência (AMUPD) e representantes da campanha “Maio Furta-Cor” participaram de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais solicitada pela Deputada Estadual Lohanna França (PV) para debater os projetos de lei sobre o apoio à “maternidade atípica” e a instituição do “Maio Furta-Cor”.

Diversas mulheres de vários movimentos e entidades se revezaram em depoimentos à Comissão de Participação Popular, que debateu na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) a criação de políticas públicas de conscientização e cuidado para os períodos gestacional e pós-parto.
Os temas se juntam ao projeto de lei em âmbito estadual que institui a Semana Estadual da Maternidade Atípica, a ser comemorada anualmente na terceira semana de maio, dedicado às ações de conscientização, incentivo ao cuidado e promoção da saúde mental materna.
A vereadora Damires e a deputada Lohanna uniram vozes para levar a pauta a toda Minas Gerais. O deputado Doutor Jean Freire (PT) se disse muito comovido com os depoimentos apresentados e pediu que a política e a medicina sejam áreas mais humanas, tendo o deputado Leleco Pimentel (PT) defendido que campanhas como a Maio Furta-cor possam aprofundar diversas outras questões relacionadas às mulheres, como a violência política e de gênero.

As associações lafaietenses também compuseram a mesa representando as mães mineiras e discutindo ações voltadas para a maternidade atípica e a saúde mental materna, fundamentais para o desenvolvimento de políticas públicas para esse segmento social.

Rosilene Bandeira. presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência de Conselheiro Lafaiete , também esteve ontem na Audiência Pública na Assembleia Legislativa de Monas Gerais. Bandeira defendeu as mães atípicas negras da cidade, apontando dificuldades enfrentadas, até mesmo pra receber o diagnóstico dos filhos.
Para Rafaella Cristina Justino Nonato dos Santos, presidente da Associação Mães Unidas pela Pessoa com Deficiência e mãe de um menino com autismo e uma menina com TDH, ainda faltam ações para dar maior visibilidade à maternidade atípica e uma rede de apoio às famílias, e não só às mães. Segundo ela, estima-se que 78% dessas mães são abandonadas pelos parceiros.
Fonte e fotos: ALMg
N.R: Matéria atualizada.
