
Terminou no fórum Lafayette, em Belo Horizonte, nesta quinta-feira 30/03 o julgamento do homem acusado de matar a amante e a filha dela. O Tribunal do Júri da comarca de Belo Horizonte condenou a mais de 42 anos de prisão, em regime fechado, o advogado William Rodrigues de Assis, de 43 anos, acusado de matar Fernanda Carolina Leite Dias, de 28 anos, e a filha dela, que tinha pouco mais de 1 ano, em 2021, quando o crime ocorreu.

Fernanda Caroline Leite, de 28 anos, estava grávida de um filho do acusado quando desapareceu. Segundo a Polícia Civil, o advogado confessou os assassinatos, para encobrir um relacionamento extraconjugal que tinha com a vítima. Os envolvidos residiam em Congonhas e ele disse ter jogado o corpo da mulher em um rio entre Conselheiro Lafaiete e Congonhas.
O réu foi condenado por quatro crimes. Pelo homicídio duplamente qualificado de Caroline ele recebeu 18 anos de prisão. Já pelo homicídio duplamente qualificado da criança, foram 22 anos e 8 meses de detenção, levando em consideração que o crime possui o agravante de ter sido contra uma pessoa menor de 14 anos. O réu foi condenado, também, a 1 ano e 6 meses de prisão, além de pagamento de multa, por ocultação de cadáver; e 1 ano de detenção e pagamento de multa por fraude processual.
A juíza Myrna Fabiana Monteiro Souto, ao definir a pena, negou a William o direito de recorrer em liberdade e manteve a prisão preventiva. A juíza afirmou que o “réu se aproveitou da confiança que a vítima tinha” para levá-la a um local ermo e cometer o assassinato. Ela também reforçou o fato dos restos mortais da vítima não terem sido localizados.
William Rodrigues de Assis está detido desde abril de 2021.
