A situação da avenida Geraldo Plaza, no bairro Paulo VI, foi tema de novos e veementes pronunciamentos na Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete na noite desta quinta-feira (16/03). A recente obra da via, executada ao custo de mais de quatro milhões de reais, não teve o resultado esperado e os mesmos problemas não tardaram a reaparecer. Os recursos são provenientes de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre o Ministério Público, Copasa e o Município de Lafaiete. A Prefeitura entregou a obra em julho do ano passado; mas, desde então, a qualidade do serviço realizado e do material utilizado é questionada pelos usuários. Em dezembro houve uma Audiência Pública na Câmara Municipal na tentativa de entender por que foi feito um trabalho tão ruim.

Na noite passada, o vereador Erivelton Jayme (PATRIOTA), que reside no Paulo VI fez uso da “Palavra Franca” e, em tom de desabafo, mostrou aos colegas um pedaço de asfalto recebido de um morador para exemplificar a precariedade do material utilizado: “Faltou planejamento, faltou fiscalização, faltou um estudo viário da avenida Geraldo Plaza. O que era ruim antes agora ficou pior. São quatro milhões de reais jogados fora. Não adianta fazer documentos, indicações, requerimentos e audiência pública. Está aí o desperdício”.

O Vereador João Paulo Pé (União Brasil) apoiou o colega e assumiu apoio ao pedido de uma investigação do processo licitatório e execução do contrato ao Ministério Público.
O presidente da Câmara, vereador Vado Silva (DC) disse que, além de todos os problemas, a Geraldo Plaza também foi vítima da especulação imobiliária: “Há mais de 30 anos a Geraldo Plaza vem sofrendo com a doação de terrenos que enriqueceram muitas pessoas, autorizadas a expandir as áreas delimitadas que já tinham. Essas pessoas fizeram, sem necessidade, aterros que assorearam o córrego prejudicando o meio ambiente. Este é o retrato do desperdício do dinheiro público, principalmente quando não se faz o planejamento, o estudo do solo. Vai um pobre qualquer apresentar um projeto à Prefeitura sem ter feito o passeio! Ele é xingado, excomungado e multado. Se a gente colocar na balança, um pode tudo e o outro não pode nada. O contribuinte é o mais prejudicado e o resultado da aplicação do dinheiro dele é este aqui”.
O prefeito Mário Marcus informou que a Administração Municipal já está adotando as medidas cabíveis com o objetivo de responsabilizar a empresa 3T Logística Equipamentos Ltda., sediada em Mariana, que executou a obra. O chefe do Executivo acrescentou que também foi aberto um processo administrativo que prevê a aplicação de penalidades que vão, desde advertência, a multa por descumprimento do contrato.
