
A Secretaria Municipal da Educação de Conselheiro Lafaiete implantou um serviço de consultoria para trabalhar em conjunto com a equipe técnica da pasta. A informação foi dada pelo secretário Albano Tibúrcio ao participar de programa institucional da Prefeitura levado ao ar pela rádio Carijós na manhã desta quinta-feira (09/03).
O objetivo, segundo o secretário, é avançar nas ações do setor educacional em algumas frentes. Uma delas permitirá avaliar e traçar um diagnóstico sobre a aprendizagem dos alunos da rede municipal, afetada pela defasagem provocada por dois anos de pandemia, que prejudicou principalmente as crianças em fase de alfabetização. Segundo Tibúrcio, esta avaliação já está permitindo à secretaria uma intervenção mais precisa para reverter as perdas com a participação das escolas: “Através desta avaliação, estamos contratando professores de português e matemática para oferecer aulas de reforço no próprio turno frequentado pelo aluno. O apoio vale, tanto para as classes do 1º ao 5º, quanto as do 6º ao 9º ano”.
Outra frente consiste na abertura de, pelo menos, uma sala de recursos multifuncionais em cada escola. Para este ano, a previsão é de que sejam inauguradas até seis salas nesta modalidade. “Criamos a sala de recursos multifuncionais para atendimento, no contraturno, aos alunos com necessidades específicas, o que significa um ganho expressivo para Lafaiete. Temos hoje, no âmbito da Secretaria da Educação, uma servidora que trabalha exclusivamente nesta área juntamente com o Departamento Pedagógico. Como o prefeito pediu que inovássemos e déssemos atenção especial a todas as demandas que são urgentes para a educação, atendemos ao pedido da Administração com este esforço de irmos, gradativamente, inaugurando essas salas de recursos multifuncionais”.
Apesar de classificar como urgentes as demandas em benefício dos estudantes com necessidades específicas, o secretário Albano Tibúrcio não abordou o problema das mães, que estão sem transporte para assegurar aos filhos com deficiência o direito de frequentar a escola regularmente. Na terça-feira (07/03) elas foram surpreendidas com a informação, dada pelos motoristas das vans, de que o transporte não poderia mais ser feito. Em comunicado, a cooperativa Cooperlafer afirma ter discutido com a Prefeitura a renovação do contrato para a prestação do serviço, mas a Administração Municipal optou por não renovar o vínculo.
O Fato Real questionou o prefeito Mário Marcus sobre o assunto, mas não obteve resposta.
