Ocorreu na manhã desta quinta-feira (20/10) na Zona da Mata, a operação “Transformers”, realizada pelo Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com as polícias Civil, Militar, Penal e Rodoviária Federal. Entre os presos, estão um delegado e seis investigadores da Polícia Civil.
Ao todo, foram cumpridos 250 mandados e o objetivo foi desarmar uma organização criminosa que era investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção, roubo, receptação e adulteração de veículos. A Polícia Civil se pronunciou, e disse que os servidores foram encaminhados para a Casa de Custódia na capital mineira. Não foram divulgados os nomes dos envolvidos nem as cidades onde estavam trabalhando.
A Instituição ainda disse por meio de nota que além do processo criminal, os servidores responderão a procedimentos administrativos disciplinares na Corregedoria. A operação deixou o saldo de 26 presos, 61 mandados de busca e apreensão, 148 mandados de sequestro de veículos, 10 mandados de sequestro e indisponibilidade de imóveis e a apreensão e indisponibilidade financeira de R$ 55 milhões.

O Ministério Público disse que a organização criminosa é acusada de fornecer e abastecer traficantes da Zona da Mata com Drogas. A informação dá conta de que podem ter sido movimentados quase R$ 1 bilhão nos últimos 5 anos.
Investigações
As investigações começaram em 2020, e demonstraram extrema organização da quadrilha, que se dividia em subgrupos, setorizando as atividades e refinando a forma como os acusados praticavam os crimes. A quadrilha tinha membros especializados em logística, setor financeiro, setor de corrupção e contava ainda com um núcleo de liderança, que comandava as ações.
Além de Juiz de Fora, a operação também foi desencadeada em Três Corações, Esmeraldas e Botelhos. Os alvos principais, no entanto, seriam em Juiz de Fora.
Os nomes dos envolvidos não foram revelados, com fundamento na Lei de Abuso de Autoridade.
