O Conselho Universitário (Consu) aprovou nesta segunda-feira (19/09), por unanimidade, a política de implementação de cotas na inserção de alunos de Pós-graduação stricto sensu na UFSJ.
A política de ações afirmativas inclui pessoas negras (pretas e pardas), indígenas, quilombolas, com deficiência e em situação de vulnerabilidade social, como pessoas trans (transgêneros, transexuais e travestis), refugiados, ciganos ou outros.
O relator responsável por apresentar a proposta foi o professor do Departamento de Artes da Cena (DEACE), Adilson Roberto Siqueira, que comemorou a aprovação.
Entre outros pontos, a proposta considera que as ações afirmativas em cursos de graduação da UFSJ criam demanda por uma maior qualificação profissional e acadêmica, sendo importante que haja continuidade de políticas no nível da pós-graduação para compensar integralmente as desigualdades.
O reitor, professor Marcelo Andrade, ressaltou a importância da aprovação da política de cotas, agora para a pós-graduação, não como um favor, mas como uma reparação de uma injustiça histórica.” É uma conquista do movimento negro, uma continuidade das políticas de ações afirmativas”. Marcelo enfatizou o pequeno número de professores negros na instituição, assim como o baixo número de técnicos pretos e pardos. “Isso levanta o amplo debate desse tema, em todo o serviço público, e a UFSJ deve ser acessível a todos e todas.” O professor afirma ainda, a importância de se aprender com as diferenças: “O encontro das diversidades traz uma nova cultura. Estamos num momento de construção coletiva, e esse é um grande aprendizado e uma luta de todos nós.”
Fonte: UFSJ
