No fim de semana a temática das atrações do 27º Festival de Inverno de Congonhas foi voltada às manifestações artísticas e culturais da comunidade negra. Os eventos cheios de alegria e colorido aconteceram no Museu de Congonhas e na Praça JK, no centro da cidade.
A turnê nacional do Projeto “Maracacongo” que une as culturas populares mineiras e pernambucanas trouxe para a cidade dos profetas , as Oficinas de Maracatu, Congo e Moçambique, uma rodada de conversas junto com os mestres da cultura popular de Congonhas e apresentações culturais.
Na noite do sábado, dia 09, o grupo afro Negro por Negro que congrega artistas de quatro quilombos da região de Brumadinho (MG) trouxeram sua alegria aos congonhenses com sua percussão marcante. O grupo usou caixas, alfaias, atabaques, timbales, djembê, violão, cavaquinho e gungas e cantaram canções próprias e outras retiradas das tradições da República Democrática do Congo e de Moçambique.

Em seguida, subiu ao palco do Festival o Maracatu Rural Estrela de Ouro (Aliança – PE), reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco que também realizou uma apresentação e cortejo percorrendo a Alameda das palmeiras entre a Romaria e Basílica do Bom Jesus de Matosinhos na tarde do domingo, dia 10. O maracatu é uma típica manifestação do folclore brasileiro que teve sua origem africana em meados do século XVIII, no estado de Pernambuco.
O Projeto “Maracacongo” trouxe ainda a Congonhas na noite de sábado (09) o cantor e compositor, Valdi Afonjah, importante artista pernambucano que com seu talento, sons originais e letras fortes procura alertar sobre várias questões sociais e espirituais.
Fonte e fotos: Comunicação – Prefeitura de Congonhas.
