A situação de lotes vagos que não recebem manutenção dos donos e nem fiscalização do poder público é recorrente em Conselheiro Lafaiete. Hoje, o Fato Real conta mais uma destas histórias de problemas de urbanização no município, que gera reclamações diárias na nossa redação.
Moradores do Quintas do Sol denunciam os diversos lotes que acumulam mato alto e geram perigos. A comunidade do bairro convive diariamente com o medo de aparecimento de animais peçonhentos e de bandidos que podem utilizar os locais como esconderijo para assaltar os cidadãos. Outro problema é que os matos invadem a rua e é difícil até para estacionar os carros em alguns lugares.

Luciana Nascimento, uma das moradoras do bairro, conta que já encontrou aranhas dentro de casa e uma cobra quase atacou o seu cachorro de estimação.

Rodrigo Renucci, outro vizinho de lotes vagos, salienta que a situação é complicada. Ele mora há sete anos no local e conta que este é um problema antigo. Há cerca de cinco anos, um dos lotes foi vendido. O dono usou uma retroescavadeira, quebrou meio fio e arrancou tubos de água. Ele prometeu que voltaria para arrumar, mas nunca retornou.
A falta de comprometimento dos donos com os lotes fez com que algumas vezes, a comunidade se unisse para cortar as gramas e garantir a segurança do bairro, ou pagar com dinheiro do próprio bolso para que fosse feito.

Os moradores do Quintas do Sol até buscaram o poder público, mas a Prefeitura não teria agido de forma eficiente e o departamento de Meio Ambiente teria orientado a busca pelo Ministério Público ou a Justiça.
